segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Mary Jane


Quando eu a conheci pensava estar no auge da maturidade e da consciência de um jovem de dezoito anos, a maioridade medindo peso e leveza perante a sociedade, nosso primeiro contato foi num dia qualquer, já erá tarde, estávamos com duas amigas, saímos todos nós, ela era diferente, de olhos pequenos e avermelhados, vestida numa saia de seda branca, com um perfume marcante, conversamos, rimos bastante, era incrível como ela me deixava bem, ficamos ali, nos conhecemos por alguns minutos, naquele momento sentia minhas pernas leves e meu corpo elevado, estranho, mas há tempos atrás, depois de ter vividos diversas experiências diferentes nunca tinha sentido algo parecido. Saímos dali nós quatro e fomos jantar, comemos e rimos por horas, mas partir dali a presença dela seria uma incerteza, pois não sabia se nos encontraríamos novamente e nem quando isso aconteceria de novo, fomos encontramos mais algumas vezes por acaso e sempre aquela mesma sensação, de leveza e de bem estar espiritual, com o passar do tempo essa experiência foi me mostrando valores, e a minha aproximação a ela ficou cada vez mais forte, a gente se via toda semana, ela me mostrava coisas que não conhecia, me mostrava beleza em coisas que nunca tinha notado, me deixava pensativo por horas e me fazia sentir vontade de lutar pelos meus valores, me deixava forte e de mente aberta, estávamos apaixonados, porém essa relação não poderia ser oficializada, tínhamos que continuar a nos esconder de tudo e de todos, pois a alforria do pensar não é tão interessante pra todos,  hoje nos encontramos aos finais de semana, relembramos velhos momentos, ainda damos as mesmas risadas e a força e a paz sempre continuara pulsando no sangue de quem lutar. (JB)
Me fascina, me ilumina me deixa de cabeça no lugar.

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